Aproveitar o máximo a vida neste momento ou economizar uma quantia para proporcionar um futuro melhor?

economizar ou viver

 

Economizar ou Viver? Existe um conflito interno entre aproveitar o máximo a vida neste momento ou poupar uma quantia para proporcionar um futuro melhor. Na maioria das vezes, as pessoas fazem uma coisa ou outra, porém, é possível poupar sem perder o prazer de viver.

Atualmente muitas famílias ou pessoas estão endividadas por gastarem mais do que ganha (regra básica é gastar menos do que ganha). Mesmo as pessoas que possuem uma excelente remuneração ou uma ótima formação acadêmica, não recebem educação financeira e sofrem com o endividamento que assola a grande maioria que não possui acesso a uma educação de qualidade.

Posso apontar várias causas para esse grande endividamento, mas vou citar as duas principais causas: o excesso de consumo e a falta de educação financeira.

Nós recebemos, diariamente, várias propagandas com “ofertas” de diversos serviços e bens de consumo, que com a facilidade do crédito tem levado ao consumo excessivo e fazendo com que o trabalhador ultrapasse duas ou três vezes o seu salário mensal em dívidas. Mas não são somente esses fatores que levam o brasileiro ao endividamento, existem outras causas como: a autoestima, status, a urgência de satisfação imediata etc.

A eterna procura pelo status tem feito as pessoas consumirem de forma exagerada, e tem como consequência o endividamento. Essas pessoas para não se sentirem inferiorizadas, acreditam que os bens e o dinheiro vão fazer com que conquistem o respeito e admiração dos outros. Ao comprar um veículo, na maioria das vezes, a escolha é feita por conta da sensação de poder e superioridade perante os demais.

Outro fator preponderante é buscar a autoestima quando estão deprimidas por alguma razão. Para solucionar esse problema elas procuram comprar algum produto ou serviço que lhe traga prazer imediatamente. E essas pessoas fazem isso tudo sem perceber que estão entrando no buraco do endividamento.

Nessa situação elas precisam sentir um benefício imediato, trocam um planejamento por prestações, preferem parcelas intermináveis a comprar a vista, e não ligam para as altas taxas de juros se preocupam apenas se as parcelas cabem no seu bolso. Mas vão juntando várias dívidas, e logo essas parcelas ultrapassam o valor ideal que seria de 30% da sua renda para pagamento de dívidas.

Para termos uma vida feliz, é necessário realizarmos os nossos sonhos, conquistar os nossos objetivos. Então temos que priorizar no nosso orçamento o que nos faz feliz, ou seja, os nossos sonhos, objetivos. E temos que resistir a tentação do consumo imediato que afeta a maioria das pessoas.

 

Podemos concluir que as causas dos problemas com o dinheiro estão ligadas com a má administração e não com a falta dele. As pessoas acham que devem procurar um trabalho com um salário maior para poder resolver o problema das dívidas, mas quando conseguem uma remuneração melhor colocam esse aumento para consumir mais e não para aumentar o patrimônio, como deveria ser feito.

Esse comportamento faz com que as pessoas se tornem escravas do dinheiro, porque é preciso trabalhar mais para conseguir mais dinheiro ou por terem que trabalhar para pagar as altas taxas de juros dos empréstimos. E a partir daí começam a se lamentar que não tiveram oportunidades na vida, sendo que a verdade é que elas não enxergaram as verdadeiras causas do endividamento e não enxergaram as oportunidades que bateram na sua porta.

Por isso que muitas pessoas estão  infelizes em seu local de trabalho e só fazem reclamar do chefe e dos colegas, mas por precisarem do salário e dos compromissos assumidos não podem pensar em largar esse emprego, pois não possuem nenhuma reserva financeira para bancar 1 ano de mudança de trabalho, e ficam se martirizando e prolongando sua infelicidade.

Podemos concluir que não é preciso viver nos extremos, ou seja, não temos que gastar/consumir demais como se não houvesse amanhã ou apenas juntar dinheiro hoje para ter muito dinheiro no futuro e não viver o presente. Nós precisamos viver de acordo com nossos objetivos e separar uma parte do dinheiro para conquistar esses objetivos e também precisamos viver o presente.

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